Pablo Mendoza tem 25 anos. É musico. Trompetista. Vive em Rosário,  distrito de Santa Fé, Argentina. Ele vê sua cidade, como tantas outras metrópoles latino-americanas, PERDER os espaços públicos para demonstrações de música e arte.  Pablo lamenta, mas nem por isso deixa de ir atrás de seus ouvintes.  E há quase cinco anos os encontra tocando seu trompete nos sinais vermelhos dos semáfaros.

Ele nos assegura que consegue receber em torno de R$ 25  por hora. Mas lembra: “a música demanda ENERGIA e TEMPO diferentes de outros trabalhos, não consigo ficar horas tocando”. Vai então ao semáfaro quando se sente disposto e quando precisa de dinheiro. É apaixonado por ska e fusion, e mantém uma banda chamada Christine Keeler. Do Brasil, lembra com carinho do grupo Black Rio, que muito já lhe alimentou a ALMA.

Nessas andanças, encontramos os mais variados MÚSICOS de rua: vocalistas que fugiram de seus coros, compositores de violão em punho, violinistas que conseguem tocar e manter o equilíbrio dentro de um ônibus lotado, e – é claro! – os onipresentes indígenas do altiplano com suas flautas e cordas. Mas essa foi a ÚNICA vez que conhecemos alguém que consegue exibir sua musicalidade no curto período entre um sinal amarelo e um verde.

Para conhecer melhor a banda de Pablo, clique aqui. E para ver o música NA RUA e em ação, assista o vídeo abaixo:

Trompetista do sinal vermelho (Rosario, Argentina) from Os Estrangeiros on Vimeo.

Fotos: Thais Brandão

Texto e vídeo: Ale Lucchese